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quinta-feira, 24 de março de 2011

aprende com a tia

Há mais ou menos 1 mês  atrás fui informada que algo muito importante estava prestes a acontecer em nossas vidas. Obviamente, inúmeras coisas passaram na minha cabeça...vamos mudar de novo? andar de ônibus ousadamente sem ticket? dar um fim no cachorro xexelento da vizinha? talvez comprar um cachorro? Não. Era o campeonato das 6 nações que iria começar, o tal do 6 Nations. De rugby, vale a pena mencionar.
Enquanto na Irlanda, passei por um intensivo sobre hurling e futebol gaélico. Rugby, só o tag rugby (o qual não vou dar muito detalhes, mas é um time misto de meninos e meninas que carregam grudados em seus shorts uma espécie de faixa. Daí ao invés de pularem um em cima do outro, é só puxar a faixa para parar a jogada. Uma forma de se jogar rugby de maneira mais sútil. Enfim, detalhes clique aqui).
Como o nome diz, o 6 Nations é composto de 6 nações. Simples assim. A Irlanda, França, Itália, Escócia, Inglaterra e o País de Gales. É o campeonato mais importante depois da Copa do Mundo de Rugby.
Apenas seis, mas eu tenho pra quem torcer.
Eu acho meio complicado de entender as regras. Na minha cabecinha voltada ao futebol, considero tudo muito permissivo. É gente se pegando, se batendo, pulando em cima do outro e etc. Eu acho engraçado, e agora que entrei no clima, acho interessante também.
Partindo do princípio que você sabe tanto quanto eu, ou se possível ainda menos, aqui vai um esquema básico de como o rugby funciona. Pelo menos nesse campeonato. Sei que há outras variantes, mas isso é pra nível avançado.
São 40min cada tempo.
Jogadores: são 15 de cada lado. De preferência homens grandes e com um q de brutalidade.
Há umas semanas atrás, eu vi esse da França pela primeira vez.

Sebastien Chadal, mais ou menos em escala, e equivalente ao Zidane no futebol
No futebol o objetivo é o gol, no rugby é o try - que é colocar a bola no chão no final do campo e te dá 5 pontos no placar. E é aí que a coisa fica divertida.
Você disputa a bola...


Ireland v England - lineout
Daí você corre para tentar marcar o try...

Ire v Wales - run
 
O outro time tem que te impedir. Daí vem o tackle...(que não pode ser acompanhado de socos e pontapés, e só vale dos ombros para baixo)
Ire v Eng - tackle 4
Italy v Ire - tackle
France v Wales (tackle)


Se eles te pegarem e você cair no chão com a bola...

Você fica ali, deitado com o resto, sem poder segurar a bola até que alguém venha e tente a  pegar por trás ...

Se esse alguém pegar a bola, ele continua a jogada e corre para marcar o try. Só que o tackle pode acontecer de novo e assim sucessivamente….
Caso você veja que estão querendo roubar sua bola você pode passar ela, mas sempre para o lado ou para trás. Para frente só se for chutando-a…
Mike-Tindall-Mark-CuetoEngland
Se você a passar para frente usando as mãos, a jogada é parada e para começar de novo é preciso o scrum...
rugby-scrum
No scrum, há 8 jogadores de cada time em cada lado. Um jogador coloca a bola no meio deles…
scrum-v-france1
E daí começa um empurra-empurra, do tipo disputa eu-sou-mais-forte-que-você, para tentar fazer com que a bola fique do lado do seu time. 
Esse empurra-empurra faz com que muitas orelhas de jogadores de rugby, quando eles não usam o chapéuzinho protetor,  sofram alguns probleminhas.
09
chris-jack
No meio dessa muvuca, alguém consegue pegar a bola e começa tudo de novo. Passa a bola para o lado ou para trás para alguém, esse alguém tem que correr (para frente, caso valha a pena mencionar), daí ele pode sofrer o tackle e por aí vaí até marcar o try...
TommyBowe - Ireland - try
Colocada a bola no chão e o try marcado, é dada a chance de um chute a gol…
try
O gol é em formato de H e a bola tem que ir por cima. Feito isso, 2 pontos a mais no placar e começa tudo de novo.
Ire v Italy goal
…
Algo que eu gosto é o fato de os árbitros  terem super poder e serem super high-techs. Durante a partida, só o capitão do time pode falar com ele. O resto do time, calado. Sem dramas, choros, reclamações e toda aquela ladainha. Caso aconteça, o time e/ou jogador podem ser punidos. Eles usam microfones, então assistindo pela TV você escuta as broncas, dicas e conselhos. Eles também usam replay em vídeo para uma ajudinha na tomada de decisões mais polêmicas.  Se no futebol fosse assim, a Irlanda teria ido para a Copa e a mão do Maradonna não seria abençoada.
E mais do que gostar de todo esse poder do árbitro, eu gosto é do Haka*. A Nova Zelândia está para o rugby assim como o Brasil está para o futebol. Todo mundo espera que eles sempre ganhem e quando eram favoritos absolutos em uma das Copas do Mundo de rugby foram chutados pela França na final. Nós somos canarinhos, eles são All Black!
* Haka: é uma dancinha de guerra que eles cantam toda partida antes de jogarem. Assim, juntos, encarando o time adversário com essas carinhas simpáticas, mostrando a língua e  simulando um corte na jugular deles no final. Se eu fosse você procuraria por mais no youtube.
Obviamente, a tal dancinha acaba provocando diversas reações. Em 1989, os irlandeses chegaram junto e 1min a mais, um abraço coletivo teria rolado.
Por enquanto, é o que sei de rugby. Jogar, o mais próximo que fiz foi treinar passes de bola com um grupo de irlandeses. Eu, brasileira e de alma futebolística, estava apenas passando a bola. Assim, como jogamos um para o outro. Só que não, tem que dar uma giradinha nela antes. Muito complicado para mim que prefiro usar os pés. 
beijos passo-a-passo,
Ellen

domingo, 31 de outubro de 2010

happy halloween

Já falei que o Halloween começou aqui na Irlanda, não? Coisa do povo celta que celebrava o fim do verão e o início das colheitas. Isso tudo, há muitos e muitos anos atrás. Daí os irlandeses resolveram resgatar essa idéia e a levaram para os EUA junto com a leva de imigrantes irlandeses que estavam indo para lá. E foi assim que o Halloweeen surgiu e é como é hoje.
DSC03244

beijos lambuzados,
Ellen

sexta-feira, 11 de junho de 2010

en las manos de Diós

Outros 4 anos se passaram e aqui estamos nós de novo na Copa do Mundo. Ou melhor, eu aqui e vocês aí. Confesso que é meio estranha essa sensação de passar uma Copa do Mundo fora do Brasil, mas não menos animada. Assim eu torço.
Não que a Irlanda seja muito assídua em Copas do Mundo, mas esse ano ela quase que foi. Merecia. Se não fosse a mão-amiga de Thierry Henry , hoje o país estaria mais verde do que nunca e a bandeira da Costa do Marfim não seria tão confundida com a da Irlanda. Bom, pelo menos demorei semanas para perceber a diferença entre elas. Sempre que via uma bandeirinha verde, branca e laranja achava que era por apoio moral. Afinal, se aqui na Irlanda eles resolveram não vender nada relacionado à França, por que não poderiam ter incluído coisas da Irlanda? Sinto-me menos geograficamente estúpida pensando assim.
Eu que nada tenho a ver com isso, fiquei doída com a derrota deles, então pode-se ter uma idéia de como eles ficaram. Conclusão, há pizzarias dando pizzas gratuitas a cada gol sofrido pela França durante a Copa, não se acha nem um par de meia da seleção francesa para  comprar e a minha reação favorita (vamos assim dizer) foi um selo lançado por uma rede de lojas de esportes daqui.
Support ABF (Anyone But France) Campaign On Champion Sports Facebook Page big photo
Há camisetas, bonés e se bobear até as meias com esse selo. Eu se divirto! E como a gente perde o amigo, mas não perde a piada eis a fotinho da Emilie* no dia em que estivemos nessa loja.

*minha mais nova amiga de infância e francesa. Ah, e o detalhe curioso é que a conheci durante uma das partidas entre França e Irlanda para a classficação da Copa.
DSC02141
E já que estamos falando em mãos, Dieguito não me sai da cabeça. Então, em homenagem aos nossos hermanos aqui estão alguns videozinhos bacaninhas que me fazem rir sempre que os vejo. Preciso compartilhar.
                      OK, a parte das latinhas é meio boba, mas o começo e a frase final são jóias!
 

                                                o final é o melhor!


                                                         adoro coisas falantes
Bom, que não vença nem a França e nem a Argentina. O resto colocamos em las manos de Dios!
beijos canarinhos,
Ellen

P.S – E o que a gente faz quando ele diz que torce para a Argentina? Afoga como as latinhas???

terça-feira, 17 de novembro de 2009

graduation

A graduação foi tudo muito bem.

Na verdade eu ainda não entendi muito bem porque a tivemos. Longe de me desmerecer, mas é que no Brasil temos apenas na 8a. série, colegial e faculdade. Nunca ouvi falar de especializações terminadas em cerimônias. Bom, a verdade é que eu adorei. Senti-me jovem e formanda de novo, ou melhor, graduand. =)


=)

No geral, não muda muito do que acontece aí. Sobe no palco, cumprimenta com a mão direita, pega o diploma com a esquerda e sai do palco. Entramos ao som de uma enorme harpa, flashes, pais por todos os lados, e eu - sorrindo para as fotos de terceiros. Aliás, que sensação estranha de ir para um lugar desse sozinha. Eu toda arrumadinha indo pegar o ônibus para ir a minha própria graduação. Bom, como estava completamente atrasada acabei indo de táxi. Senti-me menos loser. Aliás, cada formando tinha direito a dois convidados. E ainda assim, eu tinha convite sobrando. Enfim, detalhes.

Pelo que entendi era um dia de cerimônias, de diferentes cursos em diferentes horários. O meu era as 17h junto com o pessoal de jornalismo, propaganda, mídia e alguns outros cursos. Curioso isso. A vantagem é que por ser mais impessoal, vamos assim dizer, os discursos são bem mais curtos e apenas 3 pessoas falaram. A desvantagem é que como não é só a sua turma, não rola aqueles textinhos cheios de piadinhas internas tão divertidos. Porém, ainda assim foi bacaninha.

A única coisa que me chocou foi o chamado coquetel que teríamos depois da cerimônia. No convite estava escrito light refreshment e por isso eu aguardava ansiosamente, já que estava atrasada e nada comi. Tudo bem que era light, mas imaginei uma tacinha de vinho e uns quitutes gostosinhos, até batatas poderiam ser, embora batatas não sejam light. Porém, eis que saio do salão principal e me deparo esse coquetel:

Sim, chá com bolachas. Senti-me comemorando com uma boa avózinha irlandesa. Ao invés do vinho, da champanhe ou da Coca que seja, a jarra de leite era a mais disputada, tanto que não consegui tirar a foto com ela na mesa. Faminta que (obviamente) estava (assim como todos os outros) saímos para comer numa lanchonete daqui, derrubei toda maionese no meu único-e-novo vestido-de-ocasiões-especiais, enfrentei uma chuva torrencial sem guarda-chuva, mas ainda assim tive uma noite feliz, e alimentada, num pubzinho no Temple Bar. E logo que o vestido secou da chuva, a mancha voltou a aparecer. Detalhes.


Jozef, o eslovaco, e a Hazel, a dublinense - os dois da minha sala


Luciana, a prova de que tinha convidados


eu e a Hazel, ela número 26 e eu 28 da fila


os arroz de festa versão feminina da minha sala
(e pasmem, a china não é china, é irlandesa)

beijinhos festivos,
Ellen

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

arthur’s day

Hoje é dia de festa.
É aniversário de 250 anos da Guinness, também chamado de o Dia do Arthur.

Arthur-de-sobrenome-previsível- Guinness foi o fundador e logo um cara de visão que assinou um termo de uso da fábrica St. Jame´s Gate por 9mil anos. Sim, simbólicos 9 mil anos.

Não chega a ser um St. Patrick´s Day, mas as coisas andam movimentadas. Haverá um tête à tête para os mais íntimos lá na fábrica da Guinness. Alguns shows, dos quais tomei apenas conhecimento há poucas horas atrás e cujos ingressos já estão esgotados desde junho, acontecerão em alguns pubs e night clubs (uhu). E para o restante dos mortais, como eu, haverá Guinness a 2,50 em cerca de 30 pubs amigos do Arthur.

Corre o boato de que também haverá uma queima de fogos na beira do rio Liffey. Lá certamente estarei para conferir. E já as más línguas, dizem que depois de hoje o Dia do Arthur pode entrar no Guinness Book como o dia em que havia mais bêbados nas ruas de Dublin. Eu não dúvido.

Façamos então um brinde ao Arthur!


(longe de substimar a capacidade adivinhativa de meus já-não-sei-mais-se-são-leitores, mas o vídeo é uma espécie de telefone sem fio mal sucedido, o que convenhamos, não é difícil de acontecer quando se tem algum irlândes participando. Começa com um brinde ao Arthur, mas com sua pronúncia tão condizente com a realidade acaba virando Martha e por aí vai…Ah, e reparem nos pubs!)

Curiosidades:

- não sei se já falei, mas a Guinness não é preta. Sempre me choco quando lembro disso. Na verdade ela é vermelha-extremamente-escura. É só olhar contra a luz…

- sou vizinha do Arthur. Sim, o tal do St. Jame´s Gate (que literalmente é um portão, afinal, gate=portão em português) fica no final da rua de casa. Ou seja, como política da boa vizinha, latinhas, quitutes ou até um balãozinho deveria ter sido dado a nós. Afinal, sempre aguentamos o cheiro pouco saboroso da cevada sendo processada aos sábados de manhã e também seremos vizinhos por mais 8.750 anos. Justo querer desenvolver uma relação saudável.

- o horário oficial da comemoração será as 17h59 (já que 1759 foi O ano), ou seja, em exatos 10 min. Preciso me apressar e dar uma espiadinha lá na rua.

Cheers!

uma bitoca espumante,
Ellen

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

os banheiros

Hoje resolvi lavar o banheiro de casa.

Foi a primeira e a última vez. Digo, primeira vez que lavo esse banheiro e muito provavelmente será a última que lavo esse banheiro também, infelizmente. Aqui não há ralos! Nem um buraquinho sequer. Claro que há o ralo da pia e o ralo do box (que fica há uns 5cm de altura do chão, vamos deixar isso bem claro), mas que de nada servem além de escorrer a água dentro de seus limites espaciais. Aqui há uns lencinhos umedecidos para se limpar quase tudo. Sim, os mesmos que os bebês usam, mas talvez com um pouquinho menos de alvejante (ou seja lá qual for o princípio ativo daquilo que limpa e mata germes). Eu particularmente não gosto muito dos lencinhos. Ou melhor, acho que não gostava. Para mim lavar significa água e sabão. E tomada por esse pensamento limpinho de terceiro mundo, tive a brilhante idéia de jogar menos água e ao invés do sabão, um líquido-limpa-tudo. Assim, não precisaria de muita água já que não tinha o sabão para enxaguar. Como não há rodos (claro, para onde eles levariam a água?) precisei da ajuda do esfregão (!!!). Ahã, eles ainda usam esfregão. E lá vou. Esfregão absorve a água. Torço o esfregão no balde. Esfregão absorve a água. Torço o esfregão no balde. Meio a la Cinderela. E aquela pequena quantidade de água que eu tinha jogado virou uma Amzonas. Repeti o movimento além da exaustão. Meus braços já estavam dormentes. É aí que você meu leitor (se é que ainda há algum) pode estar pensando na mesma coisa que eu pensei. Porque não deixar as janelas abertas e esperar secar naturalmente? Simples! Raramente há janelas nos banheiros irlandeses. Ahã, eu sei. Também levei algum tempo para me acostumar. Ok, na verdade demorei para perceber que não havia nada além do buraco da fechadura que me conectasse ao mundo exterior. Daí quando dei por mim, passei me sentir sufocada. Hoje já estou melhor.

Só sei que isso me faz entender algumas coisas que antes não conseguia:
- as casas aqui são menos limpas que as daí (salva as exceções, claro);
- aqui não há empregadas e derivados (só em raríssimos casos), cada um limpa o seu (trabalhinho árduo esse aqui. Se bem que há os lencinhos...);
- lembram do Dia das Mães? Pois então, foi complicado achar um cartão coerente com a minha mãezinha. A maioria dizia coisas como "hoje não faça nada, descanse", "obrigado por lavar minhas coisa", "hoje é seu dia de não cozinhar" e coisas assustadoras do tipo. Não que não condiza com minha mãezinha, mas vocês me entendem. Eu fiquei meio chocada e achei meu ogro e machista, mas cada um com seus problemas. Agora eu sei o por quê. Não é fácil ser dona de casa nesse país.


Dá-lhe os lencinhos!


beijinhos a exaustão,

Ellen


P.S. E só mais uma curiosidade sobre os banheiros na Irlanda. O interruptor da luz é para fora. Assim, super vulnerável. Qualquer menos desavisado ou metido a engraçadinho pode apagar a luz enquanto você está no banho...e como vocês sabem, quase não há janelas. Breu.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Diploma in Event Management and PR! =)

E já que estamos falando sobre isso, acabo de receber pelo correio (ou por post, como dizem aqui) o resultado do meu projeto final. Ok, mais uma vez de maneira super-ultra resumida para situá-los, tive que escrever um projeto de conclusão e apresentá-lo. Nada de grupos. Era individual. Bom, não preciso falar o quanto fiquei apavorada e insegura, ainda mais após meu trauma-Projeto-de-Graduação-ESPM. Tudo bem que dessa vez foi uma versão mini, mas ainda ssim não era a minha língua. Só sei que aqui está meu resultado na versão íntegra (quase):

Dear Student,

Examination Results - June 2009

I am happy to attach a statement of the successful result of your recent examination.

On behalf of the lecturing and administrative staff of the College, may I take this opportunity to congratulate you on your significant and well-deserved achievement.

In due course you will receive documentation regarding our graduation ceremony which will be held in November 2009. You will receive your diploma at this ceremony.

Should you have any further queries please don´t hesitate to contact ... blá blá blá...

Traduzindo, passei! Ainda estou tentando entender a tabela com minhas notas, mas ao que tudo indica, tirei um B. Ou talvez um C+. Sei que A não foi! E digo mais, até festinha de graduação terei e claro que vocês estão convidados (se é que posso convidar alguém).

beijos de orelha-a-orelha,
Ellen

terça-feira, 23 de junho de 2009

a place to go

Olha so que achei por ai....




Sim, Ellen Street e ainda com traducao para o gaelico. E digo mais, logo ao lado da avenida principal da cidade! =)

Ah, e a cidade era Limerick. Fui ha uns dois finais de semana atras quando fui para Galway (la do outro lado do pais) para festejar e ver a Volvo Ocean Race (que o Torben Gael ganhou). Na volta, passamos por la. Tem o maior rio da Irlanda. Nao duvido. Embora a nocao de grande aqui seja diferente da nossa.

beijos emocionadissimos,
Ellen

P.S. Depois dou mais detalhes, estou sem internet em casa.
P.S2 Por estar sem internet, estou numa lan house e por isso, me encontro momentaneamente desprovida de acentos.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

U2 em Dublin

Em julho terá show do U2 em Dublin. Sei que isso soa como uma baita de uma experiência cultural que eu não deveria perder. Só que vou. Claro que gostaria fazer parte disso, mas o custo-benefício é altíssimo. Semana passada venderam todos os ingressos em pouquíssimas horas. Resolveram então, fazer um show extra. Essa semana colocaram os ingressos novamente a venda e advinha? Gente dormindo na fila desde a noite anterior. Eu não pertenço mais a esse mundo. Ainda tenho traumas irreparáveis do show deles no Brasil. E também já vi de perto que Bono é quase um leprechaum e usa plataformas. Sem falar que o cd novo é bem chatinho. O curioso é que só estrangeiros e claro, brasileiros, estavam ensandecidos em busca de um ingresso. Ok, eu até que tentei com o menor dos meus esforços. Os irlandeses em si nem deram muita bola. Longe de mim fazer generalizações, mas eles não gostam muito do U2. E nem do Colin Farell. Dizem que o Bono fala, fala e fala, mas pouco faz pela Irlanda. Eu não sei bem o que eles esperam, mas por alguma estranha razão eu os entendo. E sem contar que os irlandeses ficaram ainda mais ressentidos, vamos assim dizer, porque o U2 lançou o tal do novo CD com um show na Inglaterra e não aqui. É, eles também não se simpatizam muito com a quase-terra do Charles. Ok, não é que eles não gostem de ninguém. Historicamente a Inglaterra agiu de má fé com eles por muitos anos e como resultado, ficou uma relação meio Brasil e Argentina. Eu também ficaria magoada. Já em relação ao Colin Farrell, ouvi alguns o chamando de faggy que é tipo bichinha em inglês. Pouco me importa. Não ficaria decepcionada em encontrá-lo pelas ruas de Dublin. Aliás, no albergue em que morei encontrei uma ex-modelo de Nova Iorque que teve um casinho passageiro com ele. Verdade ou não, feliz é ela que fez disso real.

Só por curiosidade, esses são os preços dos ingressos aqui e como em todo o mundo variam de acordo com a relação proximidade do palco e chances maiores de ver o show… €33,60 – €59,80 – €91,50 - €131,50.. Confesso que gostaria de saber como foi feito o cálculo para se chegar a valores tão exatos. Anyway, bom show para quem for!

beijos tranquilos,
Ellen

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Nollaig Shona Duit..!

* Recomendo o play antes de começar...



















Fairytale of New York - The Pogues

Pois é, já estamos em dezembro. Mês de Santa Claus, de Rudolph e seus amigos. É o meu primeiro Natal aqui, digo, pré-natal (???). Dizem que esse ano as coisas começaram mais cedo devido a crise que atinge a tudo e a todos. Eu diria que foi bem mais do que cedo. Apenas 15 dias após o término do Halloween (ou seja, na segunda semana de novembro) a principal árvore de Natal do país foi inaugurada na maior avenida daqui (talvez maior e única..). Aliás, aproveitando a deixa dessa história de crise, ontem estava assistindo TV e havia um ser humano dando conselhos paras as mães de como lidar com a restrição orçamentária de Papai Noel esse ano. Ele deu dicas de como ensinar as crianças a fazerem suas listas de pedidos evitando coisas supérfluas (?) e ensinou também como contar de maneira menos desastrosa que Papai Noel está sem um tostão nesse Natal e que dentre as poucas casas que ele poderá visitar, a sua não será escolhida (?!). Achei mórbido, mas até aí não podemos generalizar já que se tratava de um programa vespertino. Também temos os nossos. Enfim. Não conheço muito a fundo as tradições natalinas irlandesas, sei apenas algumas poucas coisas. Dizem por aí que no dia de Natal e antes de irem à missa, as crianças deixam uma vela e whiskey (?!) para o Papai Noel na janela, e em troca recebem presentes e laranjas (?!). Não sei se isso ainda funciona nesses tempos modernos. A outra história que contam por aí tem a ver com os 12 dias que antecedem o Natal. Confesso que meus conhecimentos sobre isso são quase nulos. Ainda tenho 3 dias para aprender. Pelo pouco que sei, é quando começam os festejos de Natal. Na prática não sei exatamente o que isso significa, apenas posso dizer que todos os mercados de Natal, feiras e blá-blá-blá que quero ir, começam esse final de semana (dia 12/12 que são 12 dias antes. Caramba! Nunca tinha ido a fundo nesse pensamento. Chega a ser místico!). No mais, apenas sei que eles têm o Natal que nós tentamos ter. Aqui Santa Claus super se veste adequadamente. Se bobear ainda sente até um pouco de frio. Aliás, não vi nenhum de bobeira vagando pelas ruas. Nada de Papai Noel aos montes em cada esquina distribuindo balinhas e fazendo ruídos esquisitos do tipo ho-ho-ho. Ponto para eles. A maioria das casas tem lareira-usadas-não-só-pra-decoração e logo, chaminés (!!!). As árvores de Natal são pinheiros de verdade e pela cidade há várias espalhadas em tamanho gigante. No finais de semana, há mercados de rua onde você pode ir comprar seu pinheiro. E o mais bonito, esse final de semana estava eu tomando meu café quando alguém passou na frente da cafeteria arrastando sua árvore de Natal. Diria que foi até poético. Aqui, dia 25 é o dia de Natal mesmo (o almoço é a principal refeição e os presentes são abertos apenas nesse dia). Nada de dia 24 como nós.


Baile Átha Cliah
(Dublin em gaélico)


em algum lugar da Grafton Street
(Nollaig Shona Duit = Feliz Natal em gaélico)


Grafton Street versão Natal


sei que a foto não tem muito a ver, mas essa é a versão natalina de um pub


Christmas Tree
(ok, foto de celular)


(idem)

Os panettones também não são comuns por aqui. Tenho que dizer que nem sinto falta. Não gosto muito deles. Aqui há o Christmas Pudding, que nada tem a ver tem nosso pudim. É uma espécie de bolo. Ainda não provei. Ao mesmo tempo que parece ser super apetitoso, parece também ser super enjoativo. Porém, vale pela experiência. Outra coisa interessante e que há para vender em toda-e-qualquer-portinha são os Christmas crackers. É uma brincadeira tradicional. São três tubos de papel dispostos em formato de uma bala gigante, vamos assim dizer. Duas pessoas pegam um, e cada um puxa uma ponta. A parte do meio estoura e é cheia de coisinhas inúteis. Vale pela diversão. Porém, tenho que dizer que há um Christmas Cracker gigante numa loja de chocolates pra-lá-de-jóia daqui. Pena que não é fácil de transportá-lo na mala! Outra coisa interessante e que eu gostei é a prática de envio de cartões em sua versão mais primitiva. Nada de emails. Não sei se sou apenas eu que não faço isso normalmente ou se não faz parte da nossa cultura mesmo, mas aqui as pessoas adoram mandar cartão de Natal. E pelo correio! É tanta gente, mas tanta gente que há algumas semanas atrás havia avisos nos jornais dizendo para as pessoas postarem seus cartões o quanto antes. Se não estou enganada, a melhor data para postar era até o dia 29/11 (!!!) senão corria o risco de chegar depois. E para não desapontá-los no futuro, digo que comprei cartões de Natal para ajudar as crianças do Unicef, mas não postei nenhum, ok?! Então, não criem expectativas, pois agora é tarde demais para enviá-los. É mais provável que eu chegue antes.

Ah! Daqui exatos 11 dias estarei de volta. E se conseguir, junto ao meu Christmas Cracker gigante de chocolate.

beijinhos no clima,
Ellen

P.S. - Ok, sei que as fotos não são das melhores. Usem a imaginação.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

I can fly

Semana passada fui ao meu primeiro museu desde que cheguei. Não sei se isso é bom ou ruim, mas até então não tinha sentido falta. Até tentei ir uma vez ou outra, mas sempre algo me impedia. No entanto, quinta-feira passada surgiu a oportunidade: atividade extra-classe da escola com a economia de 8 euros da entrada. Ou seja, por que não?! Nunca fui nessas coisas de integração. Aliás, esse tipo de psicologia do vamos-dar-as-mãos me causa calafrios. Só que essa idéia do desbravar coisas novas prevaleceu e lá fui eu. O destino escolhido foi o Dublin Writers Museum, e como o nome sugere, é sobre os escritores irlandeses. Só sei que se antes eu tinha calafrios, agora entro em colapso só em ouvir falar nessas atividades grupais-enriquecedoras. Estávamos em umas 15 pessoas, sendo a maioria (leia-se 12 deles) novos alunos basicamente vindos da Itália. Entre nós havia também uma mulher alteradíssima chamada de guia. O tempo de até chegarmos no museu foi um dos mais eternos da minha vida. Ela louca, alterada, de voz fina, gritava aos quatro cantos que não tinha voz para falar (?!). Assim que descemos do ônibus (convencional, ok?), nossa guia desesperadamente nos avisou para protegermos nossas bolsas e pertences, pois estavamos agora do lado norte da cidade (vulgo, o lado violento de Dublin). Pelo amor! A gente só estava um quarteirão acima do rio Liffey (não sei se já mencionei isso antes, mas ele divide a cidade em lado sul e norte). E eu digo e repito, é impossível Dublin ser selvagem assim. De qualquer maneira, todos os italianos agarraram violentamente suas coisas e andaram aterrorizados pelas ruas. É o preço por ser novo. A tortura durou pouco, pois assim que chegamos todos se dispersaram, cada um com seu audio guide, e a guia foi embora (???). O museu em si foi um pouco decepcionante. Não era de um todo ruim, mas nada de especial. Culpa da tal expectativa. Afinal, estamos na terra de grandes escritores. Ainda bem que não paguei a entrada, não vale os 8 euros. O prédio em si vale muito a pena. É uma mansão do século 18. Bem bonito. Não sei se está no seu estado original, mas ainda assim merece ser visto. Fora as coisas normais que se tem em um museu, o ponto alto da visita foi as primeiras edições de Dracula e das Viagens de Gulliver. Aqui faço uma observação bem tosca. Confesso que comecei a escrever esse post no dia em que lá estive, mas como vocês puderam perceber não consegui terminar a tempo. Até tentei rescrevê-lo agora, mas perdi o fio da meada. Sei que deveria me sentir envergonhada ao fazer tal comentário ridículo e talvez até desistir de vez em postar isso aqui, mas não, resolvi mantê-lo. Dessa forma vocês podem ver a primeira edição de Dracula ao menos. Quão emocionante é isso, hã?!


(Apenas 3 dias após, acabei indo ao meu segundo museu aqui. Na verdade foi uma galeria, a National Gallery of Ireland. Também gratuita. Foram pinturas e esculturas. Nada de muito especial, pois não é o que eles sabem fazer de melhor. No entanto, como em todos os outros lugares há sempre os artistas-chamarizes, Caravaggio, Picasso, Monet e amigos. Ok, não vou tirar o brilho dos irlandeses. Foi interessante ver a vida irlandesa sob um ponto de vista irlandês e em diferentes épocas. O prédio também não passa despercebido. Uma mistura de antigo e moderno. Interessantíssimo eu diria.)

Já que nada aqui faz mais sentido e o espiríto do post anterior foi resgatado, vou fazer a inclusão de um item de grande importância esquecido. O Titanic. Sim, o tal barquinho foi construído na Irlanda. Ok, na Irlanda do Norte que faz parte do Reino Unido, mas ainda assim é parte da mesma ilha, do mesmo povo, bebem da mesma cerveja e blá-blá-blá. Pouco importa. A questão é que o barquinho saiu de Bellfast, foi pra Liverpool, voltou pra Irlanda (na cidade de Cork, no sul do país), fez sua última parada lá e partiu para nunca mais voltar. E digo mais, o Jack era um irlandês (!!!). Nunca havia visto isso antes com esses olhos.


Belfast Habour
(o buraco onde o Titanic foi construído)


só como curiosidade, no tal buraco cabem 26 ônibus londrinos

beijinhos desnorteados,
Ellen

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Made in Ireland

Já que ninguém se faz mais presente aqui, me dou o direito de mudar momentaneamente de assunto. Não, não estou reclamando. Sei que tenho grande parcela de culpa na dispersão de vocês, mas tenho que confessar que tinha algum tipo de esperança. Aliás, ainda tenho.

Como toda aula de inglês, não importa onde, hoje tivemos uma música. Como não entendo bulhufas sobre o assunto, só sei reconhecer aquilo que eu gosto e aquilo que eu não gosto. Simples assim. Como diriam os irlandeses, a música em questão it´s not my cup of tea, mas dá pra escutar.


The man who can´t be moved (The Scripts)

Assim como os pôneis de Connemara, já havia ouvido essa música em algum momento da minha vida. Para não dizer em vários, creio eu. E se não estou enganada, acho que é meio sucessozinho do momento, não?! Digo isso pois estou desprovida de rádio por essas bandas, logo, como saberia eu da música se não a tivesse escutado pelo mundo afora?! Enfim...para minha surpresa descobri que o sofrido-trio é irlandês! Ou mais especificamente, eles são dublinenses. Há! Que mundo mais pequeno esse. Envolta por esse clima de descoberta e relembrando as palavras que meu irmão (o mesmo que me alertou sobre os pôneis) um dia disse quando contei a origem irlandesa do Halloween e mais algumas coisas conhecidas por todos que são originárias também daqui, resolvi parar para pensar seriamente nisso tudo. E diria que ele tem razão. Há sempre um irlandês por trás de tudo.

Coisas famosas e que são irlandesas: (as quais me lembro no momento)
- o Halloween (sim, foram eles os pioneiros da abóbora iluminada)
- o Dracula (não a pessoa Dracula em si, mas quem o escreveu era irlandês - Bram Stroker. Pasme!)
- My fair lady (um dos musicais mais famosos da Broadway foi escrito por Bernard Shaw, que era dublinense!)
- o sapateado (aquela dancinha de bater os pés, sabem?! Até eu fiz alguns anos de sapateado na minha mocidade. Então, surgiu aqui.)
- Whiskey in the jar (a tal música que ficou famosa pelo Metallica, não é do Metallica. É uma antiga e tradicional canção irlandesa)
- Oscar Wilde (escritor famoso. Se não o conhecerem, acredito que ao menos ouvirem falar de O Retrato de Dorian Gray vocês já ouviram)
- James Joyce (outro escritor...Aliás, a Irlanda é muito ligada a literatura)
- os leprechauns (os tais homenzinhos de verde que moram no final do arco-íris e ao lado do pote de ouro. Sim, eles são criação do folclore irlandês)
- U2 (que novidade!)
- The Corrs
- The Cranberries
- Enya
- Westilfe (eles têm até boyband)
- Colin Farrell (aquele ator cheio de graça)
- Pierce Brosnan (até o 007 era irlandês!!! )
- ah, e a Grace Kelly é meio irlandesa. Ela nasceu nos EUA, pois seus pais (irlandeses) imigraram para lá junto com a família. Muitos a chamam de irish-american...Bom, nesse caso eu acho que são os irlandeses que tentam fazer dela uma irlandesa também.
(...)

Confesso que fiquei boquiaberta com várias das informações acima quando as recebi. E tenho certeza de que essa lista é irrisória perto do que um irlandês pode fazer. Definitivamente, eu gosto desse povo!

beijos em formatos de trevo,
Ellen

P.S. Sabia que minha esperança não era em vão. Mal terminei de escrever e já recebi manifestações. Agora sei que não estou sozinha! E digo mais, ou ganhei um novo leitor-sem-nome ou algum de vocês esqueceu de assinar. Em ambas situações, fico feliz! =)

domingo, 23 de novembro de 2008

Parte 2 - Set off

(...continuando)

Day 3
Ir para o lado oeste da Irlanda exige um pouquinho mais de tempo. Ao total foram umas 3h para chegar em Galway. Ok, não é nada se considerarmos que nesse tempo atravessamos o país. Se não estou enganada Galway é a segunda maior cidade da Irlanda. E também disputada por todos. É a cidade universitária daqui. E sabe aquelas listas do que fazer, onde comer e blá-blá-blá?! Então, por aqueles lados, o Cliff of Moher (pode-se chamá-lo também de penhasco) é o queridinho. Só que contrariando a tudo e a todos, nós não fomos. Não deu tempo. Fomos dar umas voltas mais alternativas pela região e por lá ficamos. Sem arrependimentos.


Um pouco mais pro lado oeste de Galway, fica a região de Connemara. Foi para lá que fomos. Não sei se faz parte do subconsciente coletivo, mas lá é a terra dos famosos pôneis de Connemara (há!). Sinceramente, nem eu me lembrava que tinha essa informação dentro de mim. Tudo bem que minha memória não é lá aquelas coisas. Sabia que os tais pôneis existiam e só. Agora quem eram eles e pra que serviam, nunca refleti profundamente. Meu irmão me ajudou a reviver essa informação. E não é que no meio do caminho encontramos não um, mas sim vários deles! Estava tendo uma exposição em alguma cidadezinha por aqueles lados. Foi algo emocionante. Como a Irlanda tem se revelado um habitat natural para os mais variados animais, claro que não encontramos só os pôneis. Pelo meio do caminho, nos deparamos com milhares e milhares de ovelhas pastando. Algumas estavam em lugares curiosos e pouco prático para se alimentarem, mas enfim. Dizem que elas são estúpidas. Eu as acho engraçadinhas. Levaria uma comigo de volta, fácil. Elas são cheia de estilo e cada uma é de uma cor. Isso porque elas costumam pastar todas juntas, e na hora de separá-las, isso ajuda a identificar quem é de quem. Todas as estradas no interior são de mão única e as vezes vão se estreitando. Para ajudar, há sempre uma ou duas ou três ovelhas-colorida andando por ela. Quando não, algum boi bizarro (vide abaixo).

a tranquilidade de um pônei de Connemara e seu dono


várias versões dos pôneis de Connemara


há!

criatura adorável


o boi
( estranho, hã?!)

Já que caminho estreito é bobagem, resolvemos pegar a Sky Road. Ela começa na cidade de Clifden. São 11km num penhasco a beira mar (sim, o Oceano Atlântico finalmente!!!). Ou seja, por estarmos na mão inglesa, o carro vai sempre do lado esquerdo e o motorista do lado direito. Logo, quem estava lá na janelinha?! Eu! Aquela combinação de altura+água+vento-da-montanha+carro me deixou perturbada. Foram 11km rezando para não ser o caminho do céu, literalmente. Que piadinha fantástica. Nem preciso dizer que a vista era pra lá de bacaninha né?! Diria que foi mais do que suficiente para me fazer olhar lá pra baixo. No final e mais alguns quilômetros a frente, estavamos na cidade de Letterfrack. Do lado fica o Connemara National Park e como já disse antes, parque aqui é eufemismo. Para se ter uma idéia, no "parque" ficam as dozes famosas montanhas (!!!) da Irlanda, conhecidas como Twelve Bens. De lá, fomos para a Kylemore Abbey. É quase um castelo na beira de um imenso lago e de frente para uma das doze montanhas. Na 2a. Guerra Mundial, algumas freiras belgas, fugindo, fizeram de lá abadia. Hoje é um internato para moças (!). Esse deve ser eficaz.



Sky Road e o oceano Atlântico





quase que o final


Kylemore Abbey


árvore que gostei no lago Kylemore

Claro que por estarmos na Irlanda, uma hora ou outra iria chover. Só que estava tão frio, mas tão frio que a chuva congelou. Poético, hã?! Foi aí que eu vi a minha primeira quase-neve irlandesa.

(próxima parada: França!)
beijinhos na esquerda,
Ellen

P.S.1 Ainda intrigada com a história dos pôneis de Connemara, acabo de descobrir que eles existem há mais de 2.500 anos! Óbvio que não os mesmos. Drr.
P.S.2 Para quem não sabe, o gaélico é a língua original da Irlanda. No entanto, hoje em dia quase todos falam em inglês. Há alguns que ainda resistem e esse em sua maioria estão no oeste da Irlanda, como em alguns lugares perto de Galway, por exemplo.
P.S.3 Na Irlanda há mais ovelhas que habitantes.
P.S.4 Alguém ainda lê isso daqui?!